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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Fortaleza vai exportar conteúdo digital

O projeto da Angola Cables para instalação de dois cabos submarinos de fibra ótica em Fortaleza,
Angola Cables vai exportar conteúdo
digital do Brasil para o mundo, a partir de Fortaleza.
inclui também a construção de um data center na Praia do Futuro. Serão cerca de três mil metros quadrados de área de Tecnologia da Informação (TI), além da construção da estação dos cabos submarinos que acolherá, para além de outros, o cabo do South Atlantic Cable System (SACS), que liga Angola ao Brasil, o primeiro a atravessar o Atlântico Sul.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza, Robinson de Castro, somente com a implementação do projeto a empresa estima a geração de 637 empregos na economia e um aumento de R$ 22,3 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Município até 2055, tempo estimado de execução.
A estimativa do total do investimento é de cerca de US$ 300 milhões. O secretário informa que a Angola Cables vai exportar conteúdo digital do Brasil para o mundo, a partir de Fortaleza. “A prefeitura é parceira no projeto e já cedeu terreno de um hectare (ha) na Praia do Futuro”, comenta, acrescentando que incentivos fiscais foram concedidos dentro do Programa de Parques Tecnológicos (Parqfor). Já estão assegurados redução de 60% no Imposto sobre Serviços (ISS) e 60% no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial (IPTU). O governo do Estado também estuda a concessão de incentivo para a instalação do negócio. Robinson de Castro adiantou que daqui a 20 meses a obra da Angola Cables, que já está com as licenças, estará concluída.
Destaca que na América Latina, Fortaleza é a cidade que mais concentra cabos de fibra ótica dando-lhe características de um hub de telecomunicações.
Atualmente, Fortaleza possui sete cabos submarinos de fibra ótica, com 13 pontos de conexão, em cinco a expectativa é que este número aumente para 13 cabos, com 20 pontos de conexões.
O coordenador do Curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade de Fortaleza (Unifor), Wellington Brito, ressalta que o cabo de fibra ótica da Angola Cables será o primeiro a interligar dois continentes sem passar pelo Hemisfério Norte. Explica que os sete cabos que estão funcionando hoje passam pelos Estados Unidos, Europa e Ásia. Mas para ele, o grande diferencial do projeto é o data center, um ponto de conexão de dados da internet que poderá hospedar sites aqui. “Isso agiliza a comunicação e reduz os custos”, comenta, destacando que a empresa vai gerar empregos altamente qualificados e o mercado está preparado. Explica que, inicialmente, serão procurados engenheiros eletricistas, eletrônicos, de telecomunicações, além de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) e computação.
Durante o evento Angola cables Day, na Unifor, na última sexta-feira, o presidente da empresa angolana, Antonio Nunes, apresentou o projeto e disse que o data center deve gerar cerca de 30 empregos diretos e cerca de 300 indiretos.

Artumira Dutra (Jornal O Povo/Ce)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

R$ 603 milhões. Grendene tem crescimento de 22,1%

Grendene registrou lucro líquido de R$ 603 milhões
 em 2015. O crescimento foi de 22,1%
no comparativo com 2014.
A fabricante de calçados Grendene registrou lucro líquido de R$ 603 milhões em 2015. O crescimento foi de 22,1% no comparativo com 2014, quando apresentou resultado de R$ 493,7 milhões. No entanto, a receita líquida caiu 1,4%, saindo de R$ 2,23 bilhões para 2,2 bilhões no igual período.
Francisco Schmitt, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Grendene, os resultados devem ser analisados considerando a estimativa de queda do consumo de calçados no Brasil – entre 8% e 10%. A Grendene apresentou queda no volume de pares vendidos de 12%, tanto no mercado interno como nas exportações – em grande parte compensada pelo aumento nos preços unitários de 9,9%, o que resultou em queda na receita líquida de 1,4%. Apesar da redução, a Grendene se mantém na liderança das exportações do setor calçadista, com 37% do volume total de pares de calçados brasileiros destinados ao exterior – um montante de 45,9 milhões.
Se o mercado interno não colabora para a retomada das vendas, por outro lado, o externo, puxado pelas taxas de câmbio, colaboram para o equilíbrio. “No mercado interno, o desejo dos consumidores pelos produtos não diminuiu, mas seu poder de compra sim”, avalia o diretor da Grendene.
O executivo informa que os números nas análises da empresa foram ajustados com a exclusão dos efeitos provocados pelos prejuízos e perdas no investimento na controlada A3NP (controlada no setor de móveis) nos resultados da Grendene, que são não recorrentes, no valor total de R$ 52 milhões reconhecidos no ano de 2015.


Átila Varela (Jornal O Povo)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Fecomércio e Corecon divulgam novo Índice de Expectativa com Economistas

A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense:
indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços.
A Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce), em parceria, divulgam a décima primeira edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período janeiro-fevereiro as expectativas de 180 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.
A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Desde que teve início a pesquisa, em maio de 2014, esta é a segunda vez que os analistas revelaram pessimismo com o comportamento de todas as nove variáveis investigadas: gastos públicos (95,2 pontos); cenário internacional (77,8 pontos); taxa de inflação (65,1 pontos); oferta de crédito (54,0 pontos); taxa de câmbio (52,6 pontos); evolução do PIB (42,0 pontos); taxa de juros (40,6 pontos); nível de emprego (36,4 pontos) e salários reais (25,3 pontos), que atingiu a menor pontuação.
Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral registrou o menor patamar da série histórica, 54,3 pontos, revelando elevado pessimismo na percepção geral dos especialistas do Ceará. A pesquisa mostra também aumento no ceticismo dos analistas sobre o comportamento futuro das variáveis que declinou de 77,6 pontos para 68,1 pontos, o que corresponde a uma significativa variação negativa de 12,3%. Ademais, vale destacar que a percepção pessimista sobre o desempenho presente das variáveis registrou aumento de 7,3%, com o índice declinando de 43,6 pontos para 40,4 pontos.
Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.
A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) revela, na sua décima primeira edição, que o ceticismo dos analistas consultados aumentou no início de 2016 em relação a 2015, ocorrendo piora nas expectativas captadas pelos três índices: de percepção geral, presente e futura.Os resultados estão em consonância com o comportamento dos indicadores econômicos nacionais e internacionais e com a realidade política do país. 
Fonte: AC Comunicação