segunda-feira, 25 de maio de 2015

Nordeste registra o terceiro maior crescimento de inadimplentes em 2015

Região nordestina registrou percentual de 3,07%  de aumento nos consumidores
com dívidas em atraso no primeiro quadrimestre 2015, abaixo da média nacional.
Dentre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste apresentou nos quatro primeiros meses de 2015 o terceiro maior crescimento na quantidade de consumidores com dívidas em atraso no país. O aumento foi de 3,07%, mas ficou abaixo da média nacional, que foi de 3,39%. O dado é do Indicador Regional de Inadimplência calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A maiores altas foram registradas pelo Centro-Oeste (3,98%) e pelo Sul (3,19%). O Norte e o Sudeste foram os locais que apresentaram as menores altas, de 2,81% e 2,66 respectivamente. 

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, diz que o crescimento da quantidade de pessoas negativadas observado de forma generalizada em todas as regiões do país reflete o difícil cenário macroeconômico atual. "A pressão exercida pela aceleração da inflação, o aumento das taxas de juros e a piora dos indicadores econômicos, sobretudo os de renda e emprego, têm impactado na capacidade de pagamento dos brasileiros", justifica a economista.
Em relação à representatividade do número de devedores na comparação com o total da população de cada região, a tendência observada se altera entre as regiões. O Norte, apesar de apresentar o segundo menor número absoluto de inadimplentes, é a região que apresenta a maior parcela de sua população com contas em atraso: 45,2% do total de moradores. Em seguida surgem a região Centro-Oeste, com 40,9% de sua população com contas em atraso e o Nordeste, que tem 38,3% de seus moradores em situação de inadimplência. Em menor escalada estão as regiões Sul (34,7%) e Sudeste (34,4%).

Bancos lideram dívidas na maioria das regiões
Segundo o indicador do SPC Brasil, nos quatro primeiros meses deste ano as dívidas com os bancos, que incluem pendências no cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros lideraram o crescimento no número de dívidas em quatro das cinco regiões brasileiras: Sul (10,25%), Nordeste (10,15%), Norte (10,11%) e Sudeste (9,35%). No Brasil como um todo, as dívidas com os bancos representam quase a metade das pendências financeiras: 48,43%, de acordo com o indicador.
Na região Centro-Oeste, o destaque ficou por conta dos atrasos financeiros com serviços básicos, como água e luz (12,19%). As dívidas com o comércio e contas no ramo de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura, registraram as altas mais expressivas na região norte, com crescimento de 4,84% e 8,01%, respectivamente.

Metodologia
O indicador de inadimplência regional do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A abrangência é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.
Com O Povo

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Escola do CE conquista Prêmio Jovem Cientista

As produções inscritas envolveram cerca de 90 alunos
em trabalhos com temas que vão da reutilização da
merenda à agricultura orgânic
Reconhecida pelo forte incentivo à pesquisa e à inovação no Ceará, a Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira, de Fortaleza, foi uma das grandes vencedoras do 28º Prêmio Jovem Cientista, iniciativa nacional que gratifica as melhores produções científicas do Brasil. Com trabalhos na área de Segurança Alimentar, tema eleito para esta edição do concurso, o colégio, fundado há 58 anos na Capital, conquistou primeiro o lugar na categoria Mérito Institucional, destacando-se pela quantidade de projetos inscritos na competição. Ao todo, concorreram na premiação 32 artigos, abordando assuntos que vão da reutilização da merenda escolar à agricultura orgânica.
Na manhã de ontem, representantes da instituição estiveram em Brasília para o anúncio dos ganhadores. A premiação é realizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Além de Mérito Institucional, são honrados os melhores trabalhos nas categorias Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Científico. Neste ano, 1.920 projetos foram inscritos.
Produções
Elizabeth Chagas Gomes, diretora da Escola, afirma que as dezenas de produções envolveram cerca de 90 alunos do ensino médio. Dentre o material, está o estudo sobre reaproveitamento das refeições servidas diariamente na instituição por meio de processos de compostagem. Os alimentos são convertidos em adubo, que é utilizado na horta sustentável mantida pelo colégio.
Outro projeto centrado na segurança alimentar e nutricional e potencializado pela escola é a criação do chamado "Seed Defense", um biofilme protetor planejado para envolver sementes de feijão e milho, protegendo-as contra possíveis patógenos sem interferir em sua germinação.
Segundo Elizabeth, o prêmio é a consolidação dos esforços da direção e do corpo docente da instituição para fomentar a educação científica entre os alunos. Desde 2008, quando passou a seguir o modelo da formação profissional, o colégio tem como um dos pilares o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia. Parte da carga horária dos mais de 500 alunos é dedicada exclusivamente à iniciação científica. Em paralelo, são realizados eventos que incentivam a produção e dão visibilidade aos projetos.
"Todos os anos promovemos uma feira de iniciação científica e cultural. Os estudantes recebem aulas sobre normas técnicas, fazem o esboço do projeto a partir da problemática e, junto com os professores orientadores, conseguem elaborar uma solução", explica a diretora.
Durante a premiação, o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, parabenizou a escola e citou Fortaleza como uma cidade que "vem se destacando na inserção da Ciência desde o ensino fundamental". "A Escola de Educação Profissional Joaquim Nogueira é uma instituição que está formando talentos", disse.
O coordenador pedagógico Pedro Alves, representante da escola na cerimônia, afirmou que a conquista dará visibilidade aos estudantes e funcionará como estímulo para aprimoramento constante.
Fonte: DN

sexta-feira, 15 de maio de 2015

BNB tem novo presidente

Marcos Holanda assume a presidência do BNB prometendo
aproximar mais a instituição do povo.
O economista cearense Marcos Costa Holanda tomou posse, oficialmente, como presidente do Banco do Nordeste (BNB) na tarde desta sexta-feira (15). Em breve discurso, o novo presidente ressaltou a importância do Banco do Nordeste como indutor do desenvolvimento da Região. “O desenvolvimento só acontece, só é verdadeiro quando chega nas famílias, quando chega em quem mais precisa, quando ele aumenta a renda e as oportunidades para as famílias mais carentes, quando ele é capaz de promover as empresas, tornar as empresas mais produtivas e, com isso,  mais capazes de gerar renda e emprego para a Região”, disse.
Participaram da solenidade, ocorrida no Centro Administrativo Presidente Getúlio Vargas, sede do Banco do Nordeste no Bairro Passaré, em Fortaleza, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT); o senador Eunício Oliveira (PMDB); o vice-prefeito Gaudêncio Lucena; além de políticos, empresários, investidores e funcionários do BNB. Ariosto Antunes Culau, do Conselho de Administração do BNB, representou o Ministro da Fazenda, Joaquim Levi, na posse de Marcos Holanda.
Marcos Holanda também enfatizou que pretende valorizar os quadros técnicos do banco, colocando-os acima de interesses político-partidários. “O funcionário do Banco do Nordeste é um funcionário íntegro, sempre foi e será. Se não for íntegro, não é funcionário do Banco do Nordeste, é uma pessoa de fora”, ressaltou.  “Nós do Banco do Nordeste estamos dispostos a ter grandes vitórias e para contribuir de forma verdadeira e efetiva no desenvolvimento da região temos que ter bons times. E eu tenho certeza que no Banco do Nordeste, nós temos jogadores, temos craques para formar pelo menos três times campões”, completou.
AusênciasEntre as ausências percebidas na solenidade de posse de Marcos Holanda estavam as dos governadores da Região Nordeste. Com exceção do Ceará, nenhum dos outros oito governadores convidados compareceu ou enviou representante. O líder da bancada do Nordeste na Câmara Federal, Júlio César (PSD-PI), havia articulado com os governadores da Região a permanência do Nélson Antônio de Sousa. Marcos Holanda foi uma indicação do Senador Eunício Oliveira (PMDB).
PerfilMarcos Holanda é economista, formado pela Universidade de Fortaleza (1984), com mestrado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas-RJ (1987) e doutorado em Economia pela Universidade de Illinois (1993). Foi fundador e primeiro diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

"Ou aconteceu uma grande enganação na eleição, ou esse governador destruiu a saúde do Ceará" Senador Eunicio Oliveira .

Após a solenidade de posse do novo presidente do BNB, Marcos Holanda, conversei com o senado Eunício Oliveira (PMDB-CE), que foi o responsável pela indicação dele para a presidência do BNB. 
Ele falou da indicação de Holanda mas, também falou da saúde pública do Ceará e sucessão municipal.
Ouça o áudio da entrevista:


domingo, 10 de maio de 2015

Sobram vagas de emprego no CE, algumas de difícil colocação

Sine/IDT identifica algumas atividades com maior grau de
dificuldade para preenchimento: Cabelereiro, maitre e marceneiro.
Contrariando as perspectivas negativas traçadas para 2015, apesar da redução no ritmo de crescimento da economia, o mercado de trabalho no Ceará continua aquecido. Além de existirem oportunidades de emprego disponíveis em várias regiões do Estado, são muitas as iniciativas de qualificação da mão de obra local, inclusive com cursos gratuitos, para facilitar a inserção da população nessas ocupações.
Dados do Sistema Sine/IDT apontam que nos últimos meses o saldo de empregos formais, que corresponde a diferença entre demissões e admissões no Estado, vem melhorando, indicando que mercado de trabalho começa a reagir, em detrimento do cenário econômico atual. Paralelamente, o setor produtivo vem gerando vagas - alguma delas de difícil colocação, seja pela necessidade de qualificação ou mesmo por não despertarem o interesse dos trabalhadores.
Profissionais procurados
Dentre os postos com mais dificuldade de preenchimento nas unidades do Sine/IDT, distribuídas por seis regionais atendidas pelo órgão no Estado (Fortaleza, Metropolitana, Norte, Leste, Sertão Central e Sul), estão empregos de cabeleireiro, maître, marceneiro, serralheiro, supervisor de produção, técnico de enfermagem, tosador de animais, ajudante de carga e descarga, motoboy com moto, soldador, supervisor de manutenção industrial, técnico de enfermagem do trabalho, técnico em edificações - estes concentrados, principalmente, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Na Regional Sertão-Central, que compreende uma extensa área com 39 municípios, dentre eles Canindé, Quixadá, Quixeramobim, Tauá e Crateús, sobram vagas de carpinteiro, chefe de cozinha, cozinheiro, ferreiro, operadores de equipamentos pesados, pedreiro e recepcionista de motel.
Já nos 40 municípios da Regional Sul, que inclui as cidades do Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte e Iguatu, o maior desafio é captar profissionais para atuarem nas funções de cuidador de idoso, mecânico de máquina industrial, operador de empilhadeira, operador de injetora, pedreiro, servente de obras, carpinteiro e eletricista predial, técnico de edificações e técnico de enfermagem.
Respectivamente com 44 e 22 municípios, as regionais Norte e Leste do Estado enfrentam dificuldades para contratar profissionais como mecânico de ar-condicionado, técnico em manutenção de equipamentos em informática, técnico em manutenção de equipamentos industriais, chefe de manutenção mecânica de sistemas operacionais, cortador de tecido, instrumentista de precisão, mecânico de caminhão, mecânico de máquina de costura, mecânico de motos, representante comercial autônomo, além de funções recorrentes noutras regionais como cabeleireiro, cozinheiro de restaurante, operador de empilhadeira e também de soldador.
Segundo afirma o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Antônio Gilvan Mendes de Oliveira, em alguns casos de oferta de emprego, a dificuldade resulta de uma seletividade maior por parte dos trabalhadores. Noutros, se deve a falta de qualificação desejada pelas empresas.
"Atividades como motorista de ônibus, trocador, frentista, mototaxista, camareira e recepcionista de motel, ajudante de carga e descarga são consideradas inseguras ou pesadas. E muitas pessoas, especialmente os jovens, não estão se submetendo mais a esses tipos de funções", explica o presidente.
Em contrapartida, vagas de cozinheiro, chefe de cozinha, técnico em enfermagem do trabalho, cabeleireiro, técnico em edificações, cuidador de idosos, soldador, eletricista e mecânico são de difícil colocação por diferente motivo, segundo ele, "são postos que exigem qualificação técnica e para as quais faltam profissionais em todas as regiões do Estado. Por isso a gente sempre procura divulgar o máximo essas dificuldades, com a intenção de que instituições que trabalham com qualificação façam o planejamento da oferta de cursos com base nas demandas do mercado".
Iniciativa
Conforme o presidente do IDT, uma iniciativa para viabilizar a inserção e a melhorar empregabilidade dos trabalhadores que passam pelo órgão são as oficinas de orientação para o trabalho realizadas nas unidades do órgão espalhadas pelo Estado.
"Nossa intenção é mostrar a realidade do mercado de trabalho local nessas oficinas. Elas são voltadas para jovens que buscam o primeiro emprego, mas também para aqueles que não conseguem se empregar. Basta se dirigir a uma de nossas unidades e se inscrever com a recepcionista. Ela incluirá o nome do trabalhador na lista e avisará quando for marcada a data da oficina. Ter empregabilidade não é conseguir um emprego, mas se manter nele", observa.
Ângela Cavalcante
Repórter (DN)

Indústria vai à Justiça para reduzir conta de energia

Abrace, representa 46 grandes empresas e argumenta que não há base legal para a
cobrança da forma que está sendo feita pela  Aneel.
A escalada dos encargos cobrados na conta de luz foi parar na Justiça e poderá custar alguns bilhões ao governo federal. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), que representa grupos como Alcoa, Gerdau, Braskem, Vale e Votorantim, acaba de protocolar uma ação na Justiça contra a cobrança da Contribuição de Desenvolvimento Energético (CDE), que neste ano vai recolher R$ 18,9 bilhões da sociedade brasileira.
O argumento da Abrace, que tem 46 grandes empresas como associadas, é que não há base legal para a cobrança do encargo da forma como está sendo feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A MP 579, que reduziu a conta de luz em média em 20%, reuniu uma série de custos de políticas públicas (subsídios) na CDE para ser paga pelo Tesouro Nacional. Em 2013 e 2014, o governo aportou R$ 21,6 bilhões para pagar todas as despesas embutidas na conta. Agora, com o ajuste fiscal do Ministério da Fazenda e o chamado realismo tarifário, o governo desistiu de bancar os custos e jogou para a sociedade arcar com a conta.
"O problema é que ficou pesado demais para a indústria. Em alguns casos, os valores a serem pagos representam 200% do resultado operacional da empresa em 2014 ou toda a folha de pagamento da companhia", afirmou o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa. Ele conta que desde março vem fazendo uma peregrinação nos gabinetes de ministros para tentar reverter a situação. "Mas, apesar de demonstrarem solidariedade e entenderem o quadro crítico da indústria, não houve solução. Por isso, recorremos à Justiça."
Desde 2013, a CDE virou uma "superconta" que banca de tudo. O caixa da contribuição paga subsídios para o Baixa Renda, custos de combustível de térmicas da Região Norte, universalização dos serviços de energia, compra de carvão mineral e indenização de concessões vencidas, entre outras coisas. Antes de 2013, os consumidores pagavam entre R$ 25 e R$ 30 por megawatt hora (MWh) de CDE. Com a MP 579, esses valores caíram para R$ 4,80 o MWh, afirma o presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos.
Mas a alegria durou pouco. O cálculo para este ano é que o valor salte para R$ 52,80 o MWh - ou seja, aumento de 1.000%, segundo dados da Comerc. No Norte, o avanço será de R$ 1,06 para R$ 11,66 o Mwh.
Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo