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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Japoneses de olho no Ceará

Potencial turístico do Ceará interessa aos Japoneses
Executivos da Jetro, agência vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio do Japão, estão no Ceará, onde visitaram a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece). Recebidos pelo presidente da Adece, Roberto Smith, e sua equipe técnica, Kan Kurihara e Yasushi Ninomya vieram colher informações gerais sobre o Ceará sobre infraestrutura, logística e setores econômicos de destaque, como agronegócio, turismo, mineração e, principalmente, energias renováveis.“Estamos interessados em saber um pouco mais sobre o Ceará, por conta dos grandes projetos que estão aportando por aqui e o volume significativo de investimentos estrangeiros”, declarou Yasushi.
De acordo com Smith, a Jetro é uma agência de atração de investimentos para empresas japonesas que já estão instaladas no Brasil. “Essas empresas já aplicaram muitos recursos no eixo Sul-Sudeste e agora lançam o olhar sobre o Ceará, estamos prontos para recebê-los”, afirmou. A missão dos japoneses no Estado inclui ainda uma visita ao parque eólico Taíba Albatroz, situado no município de São Gonçalo do Amarante.


Fonte: Governo do Estado do Ceará

Otimismo na Industria de Transformação Pernambucana

Índices crescentes na ICI-PE
Após a fase de desaceleração iniciada no segundo semestre de 2011, o Índice de Confiança da Indústria de Transformação de Pernambuco (ICI-PE) aumentou 2,0%, em janeiro, passando de 115,7 para 118,0 pontos. O indicador tem a segunda alta consecutiva, acumulando crescimento de 5,2% nos últimos dois meses. Os dados são da Sondagem da Indústria de Transformação de Pernambuco, realizada pela Agência Condepe/Fidem em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No mesmo período, o ICI nacional avançou 0,5%, chegando a 98,9 pontos. O crescimento do ICI/PE entre dezembro e janeiro foi influenciado pelo aumento da confiança nos setores de minerais não-metálicos (5,5%) e produtos alimentares (9,8%).
O Índice da Situação Atual (ISA) cresceu 0,2% em janeiro (123,1 pontos). O valor é o maior desde junho de 2011 (127,4) e teve como principais influências os segmentos de minerais não-metálicos (140,6 pontos) e produtos alimentares (120,8 ponto), favorecidos pelo aumento de renda, pela boa evolução do nível de emprego nos quatro últimos meses e pela diminuição das taxas de juros. Com relação aos subsetores que compõem o ISA, o que mede o nível de satisfação da demanda foi o que contribuiu para o aumento do indicador, em janeiro.
Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Expectativas (IE-PE) avançou 3,9% (113,4 pontos), o maior desde março de 2011, quando chegou a 113,6 pontos. A influência para o aumento do IE-PE foi o aumento da produção (144,9 pontos), superior desde março do ano anterior (148,3), principalmente nas indústrias química (161,7 pontos) - o maior desde novembro de 2010 (163,6) - e de produtos alimentares (143,6, o maior dos últimos quatro meses).
Entre dezembro 2011 e janeiro 2012, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu de 80,9% para 81,5%. O indicador está acima da média desde abril de 2005 (77,9%). Na comparação com janeiro de 2010 e 2011, o NUCI é superior em, respectivamente, 1,4 e 4,6 pontos percentuais. Entre as categorias de uso, destaque para bens de consumo. Em relação à média desde abril de 2005, o nível atual é superior em bens de consumo e bens intermediários.
De acordo com o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, o cenário atual está mostrando uma reversão do momento de retração industrial assistido no primeiro semestre de 2011. “A inflexão da política monetária nacional aliada à moderação do ritmo de crescimento na Europa fizeram com que o setor industrial sofresse uma queda até agosto de 2011, quando alguns fatores proporcionaram uma reversão da curva. Esperamos que tanto no cenário local como nacional o setor industrial mude a trajetória”, analisa.

Crédito
Ainda de acordo com a sondagem, a parcela de empresas que consideram alto o grau de exigência para obtenção de crédito caiu de 37%, em dezembro, para 34%, em janeiro. A diminuição deve-se ao afrouxamento das restrições ao crédito e à queda das taxas de juros.
A insuficiência da demanda foi indicada como principal fator limitativo por 13% das empresas, em janeiro de 2012, três pontos percentuais inferior a outubro de 2011, mas dois p.p. acima de janeiro de 2011. A carga tributária elevada foi considerada como item limitador da expansão industrial por 7% dos empresários pesquisados, em janeiro.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Porto de Cabedelo ganha programa de gestão de resíduos


Porto de Cabedelo,Pb

Na sexta-feira ,10, o Porto de Cabedelo deu um passo importante na preservação dos recursos naturais. Uma equipe de pesquisadores do Rio de Janeiro iniciou um programa para solucionar a gestão dos resíduos deixados pela operação portuária. 
A coordenação ficará a cargo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe). O trabalho faz parte do projeto “Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos”, que começou no ano passado no Rio de Janeiro e Itaguaí e é executado em parceria com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP).
Cabedelo será a quinta cidade a ser beneficiada pelo programa de diagnóstico de resíduos, que está sendo executado desde 6 de fevereiro e já passou pelos portos de Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE) e Suape (PE). Até o próximo dia 15, o programa também irá a Maceió (AL).  O programa está contemplado nas ações do PAC II e prevê investimentos de R$16 milhões no País.

Como funciona
Segundo o diretor da SEP, Antônio Maurício Ferreira Netto, o programa fará três tipos de diagnóstico: resíduos sólidos, efluentes líquidos e fauna sinantrópica nociva (pombos, ratos, insetos e outros animais). Os resíduos incluem desde alimentos dos navios de passageiros a acúmulo de grãos resultante das operações portuárias, ou mesmo papel descartado pelas empresas. Efluentes líquidos contemplam, entre outros, esgoto e óleo combustível. Já a fauna é classificada de duas formas: fauna sinantrópica (espécies animais que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste) e fauna sinantrópica nociva (fauna que interage de forma negativa com a população humana, com risco à saúde pública).
O trabalho dos pesquisadores terá duração de um ano e vai contar com a ajuda de profissionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Nesta etapa, vamos organizar o trabalho e iniciar a coleta já com a equipe local. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento no Rio de Janeiro”, informou Antônio Netto. Para Marcos Freitas, coordenador do Programa de Planejamento Energético da Coope/UFRJ, o objetivo não é apenas trazer soluções para a melhor coleta e gestão dos resíduos deixados na operação portuária, mas apontar sugestões para seu uso comercial. “Parte do resíduo poderá, por exemplo, ser transformado em energia, gerando economia para os portos ou mesmo receita extra”, explicou.
O presidente da Companhia Docas da Paraíba,Wilbur Jácome, disse que o programa é importante na medida em que vai reduzir o impacto ambiental resultante do descarte destes materiais. Ele lembra que, no final do ano passado, a Companhia Docas lançou o projeto ambiental Porto Verde, que prevê ações dentro do porto e no entorno da comunidade, compartilhando técnicas sobre como é possível conviver com os modais marítimo, ferroviário e rodoviário, buscando melhorias na qualidade de vida dos moradores de Cabedelo.

Pesquisa mostra insegurança nas famílias nordestinas

Insegurança no trabalho é crescente
As famílias nordestinas estão inseguras. Apenas 63,6% responderam positivamente sobre a situação de segurança na ocupação do responsável pelo domicílio. É o menor índice entre as cinco regiões estudadas, além do País. O dado mais próximo é de 80,7%, o percentual da média nacional.
Na outra perspectiva, o resultado nordestino é o mais pessimista, 35,8%. Os dados são da 18ª edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Ainda no aspecto da segurança quanto à ocupação do chefe do domicílio, o melhor resultado foi da região Norte, com 96,1% para “sim” e 3,9% para “não”.
O otimismo é menor ainda para o Nordeste quando se questiona a segurança no trabalho das demais pessoas do domicílio. Novamente, mostra o menor dado. A essa pergunta, 42,2% responderam “não”. O percentual mais próximo para nessa questão foi de 16,7%, outra vez, o dado nacional. Para “sim, todas”, a Região ficou com 53,3%, o menor percentual. A Região Norte também se mantém mais otimista, com 3% para “não” e 96,2% para “sim, todas”.

Precariedade

“Ocupações precárias, baixíssimos rendimentos, falta de um modelo de desenvolvimento, isso faz com que os chefes de domicílio tenham essa alta preocupação por conta da instabilidade do emprego, dado que parte significativa do emprego não tem cobertura social”, analisou Reginaldo Aguiar, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O IEF mostra que os brasileiros permanecem otimistas em relação à situação socioeconômica do País, com índice de 69 pontos em janeiro, o maior desde o início do estudo. O dado é superior ao mês anterior – 2,8 pontos de crescimento. Segundo a metodologia utilizada, o brasileiro se manteve na escala de “otimista”, de janeiro de 2011 a janeiro de 2012.
O IEF é um estudo realizado em 3.810 domicílios, em mais de 200 municípios. Abrange todas as unidades da Federação e aborda a situação econômica nacional; condição financeira passada e futura; decisões de consumo; endividamento e condições de quitação de dívidas e contas atrasadas; mercado de trabalho, especialmente nos quesitos segurança na ocupação e sentimento futuro de melhora profissional.
A expectativa de futuro das das famílias serve como fator redutor ou indutor do crescimento econômico, analisa o Ipea, por meio da sua assessoria de imprensa.
“Se as expectativas estão otimistas em relação ao futuro, tende-se a gastar mais; quando há forte pessimismo, gasta-se menos. O monitoramento das expectativas das famílias sobre consumo, dívidas e mercado de trabalho, além da situação econômica do País, tem o objetivo de produzir sinalizações de suas decisões de gastos e poupança futuras”, informou.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Classificação vegetal no Piauí tem bons resultados

Classificação vegetal agrega valor ao produto
A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) trabalha na classificação de grãos e vegetais. O trabalho agrega valor ao produto, além de proteger o consumidor. Atualmente, a Adapi classifica arroz, feijão, milho, soja, trigo, milho de pipoca, e outros produtos que possuem padrões oficiais.
O processo é feito através de um polarímetro. A técnica é vantajosa por ser de execução mais rápida e de menor custo. Além da parte comercial da classificação vegetal há também uma preocupação social, com aspecto de saúde pública. O processo pode detectar a presença de micro-toxinas, que não são visíveis sem o uso de equipamentos de análise.
Qualquer produtor ou empacotador pode solicitar a classificação vegetal. Técnicos examinam tamanho, presença de defeito, forma e cor, seguindo padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Estamos conversando com os empresários e trabalhadores do setor que classifiquem os produtos aqui no Piauí. Hoje, a maioria manda as amostras para fora do Estado, a nossa intenção é de agregar, de dar qualidade tanto comercial como sanitária para os produtos daqui e os que circulam por aqui”, explica o diretor operacional da Adapi, Raimundo José.

Classificação
A classificação vegetal é a forma segura de avaliar a qualidade de um produto com vistas à comercialização. A Adapi está credenciada pelo Mapa para executar a classificação de produtos vegetais, subprodutos ou resíduos de valor econômico que são destinados à alimentação humana.
Para solicitar a classificação, o interessado deve enviar quatro amostras de, no mínimo, 1kg cada, devidamente identificadas e lacradas. A amostragem deve ser em quantidade representativa do lote obedecendo a legislação específica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Almoço na FIEC

A Fiec reunirá logo mais em sua sede (Casa da Industria) os jornalistas Cearenses em almoço de confraternização. Na ocasião, o presidente da entidade, Roberto Macedo, fará divulgação das informações relativas às atividades do Sistema FIEC em 2011 e perspectivas do setor industrial para 2012.

Industria Têxtil e Calçadista do Ceará, em queda

Industria Têxtil lidera a queda com 25,16%
Os setores têxtil, vestuário, de acessórios, calçados e artigos de couro foram os principais responsáveis pela queda da produção industrial cearense, no ano passado. De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior queda ocorreu nas indústrias têxtil, com índice negativo de 25,16%. Em segundo lugar ficou o setor de calçados e artigos de couro, com desempenho negativo de 22,16% e, em terceiro, vestuário e acessórios, com queda de 11,59%.
Calçados tiveram queda 22,16%
Segundo análise do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), somente a indústria de produtos químicos (6,22%) fechou o ano com crescimento positivo, no estado. A pesquisa do IBGE aponta que as razões para o desempenho negativo dos principais segmentos industriais do Ceará residem no fato de se tratar de atividades que sofrem com a elevada concorrência interna e externa, bem como são influenciadas pelas flutuações cambiais e por crises externas, que afetam a demanda por seus produtos, sobretudo nos últimos quatro anos.
A pesquisa do IBGE aponta ainda que as atividades têxtil, vestuário, acessórios, calçados e artigos de couro encontram-se em queda em todas as regiões brasileiras, sobretudo nos estados onde elas têm peso significativo na indústria local e na economia como um todo, como é o caso do Ceará. Observa-se também que a indústria de alimentos e Bebidas, com maior peso, fechou o ano de 2011 com um pequeno declínio de 1,24%.

Salário mínimo
De acordo com a analista do Ipece, Eloísa Bezerra, uma das causas do declínio das atividades industriais está ligada à instabilidade econômica que vem enfrentando alguns parceiros comerciais externos, sobretudo para as atividades que destinam parte da produção ao exterior, como é o caso dos setores já citados. “Além disso, essas atividades enfrentam problemas de concorrência, bem como de flutuação do câmbio e têm peso na indústria local e na economia como um todo”.
Para ela, no entanto, a recuperação da safra agrícola, principalmente da castanha de caju e frutas, será um ponto positivo para a Indústria de Transformação cearense, em 2012, uma vez que se constituem em matérias-primas importantes para esta atividade, “especialmente para as indústrias de alimentos e bebidas, que têm peso expressivo na composição do produto industrial”.
Para o economista Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), de São Paulo, a indústria tende a se recuperar mais rápido no Sudeste, que nas outras regiões do País. Isso porque as indústrias da região deverão responder com mais intensidade às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como redução dos juros e incentivos fiscais. “No Nordeste, o único alívio virá do aumento do salário mínimo”, diz.
Além do Ceará, também apresentaram recuo na produção industrial os estados da Bahia (-4,4%) e Santa Catarina (-5,1%), bem como a região Nordeste (-4,7%).(BS)